
Quem
vê a imagem do planeta terra, extraída de um módulo espacial, nota uma esfera
com brilho de cor azulada e algumas manchas brancas lhe dando um aspecto de uma
pequena ingênua bola de gude. A uma distância de mais de mil quilômetros no
espaço sideral a terra no seu todo é de uma beleza incomparável.
Para
qualquer extraterrestre não dá para imaginar que na sua superfície existem
seres vivos. Segundo a ciência o ser humano apareceu no período quaternário
entre um e quatro milhões de anos atrás. Comparado aos bilhões de anos de
existência da terra, somos a mais recente criação da natureza em destaque.
A
terra sempre sofreu transformações em seu espaço natural e continua,
relativamente, mudando de forma; no período dela. Enquanto a Natureza levou
bastante tempo, preparando o ambiente para acomodar todos os seres vivos; a
espécie humana levou pouco menos de dez mil anos para interferir no ambiente e
executar transformações com disposição mais rápida.
Construindo
ou destruindo; as sequelas de sobrevivência do homo sapiens tem sido mais
rápida do que a terra pôde suportar. Ela, já há algum tempo, tem dado seus
primeiros sinais de desconforto com a intervenção desequilibrada de nossa
espécie.
Aumentamos
a população em mais de sete bilhões de pessoas que vivem, convivem e
resistem neste sitio, apesar de tudo que improvisam de conveniente e
inconveniente dentro dele. Observe os anseios das pessoas que a habitam, as
ambições do poder com o predomínio de raças dentro da própria raça e origens de
problemas comuns entre si, quase impossíveis de solução ao longo da história.
Mantemos
diferenças religiosas com pouco ou nenhum espírito ecumênico. Há, também,
distorções de convívio de nações até com raízes na mesma casta tribal, às vezes
com o mesmo dialeto, que se dividem no mesmo espaço com estranhas pretensões
políticas e fazem da geografia dessa bola de gude algo bizarro e
incompreensível.
Estamos
sempre em guerra contra nós mesmos.
Então,
com tantos deslizes na nossa história, construímos sobre os escombros da nossa
própria depredação e nos alimentamos, vorazmente, como predadores adequados, do
nosso próprio ambiente. Por enquanto, ainda somos a supremacia animal dos seres
vivos, em decorrência da destruição dos dinossauros, ocorrida há
sessenta e cinco milhões de anos atrás.
Há
quem diga que, em breve, tal como ocorreu com os outros seres vivos,
também, chegará a nossa vez da extinção. Mas a terra-mãe,
certamente, continuará e sempre encontrará um meio de sobrevivência,
quem sabe, para abrigar o nascimento de novas espécies, sem a inclusão da
nossa.
Este
óbvio é um infortúnio, porque não estaremos vivos para conferir.